Maçã :
Protege o seu coração
Evita constipação
Bloqueia a diarreia
Melhora capacidade dos pulmões
Amortece as articulações
Damasco:
Previne o câncer
Controla a pressão arterial
Protege a sua visão
Protege contra a doença de Alzheimer
Retarda o envelhecimento
Alcachofra:
Ajuda na digestão
Baixa o colesterol
Protege o seu coração
Estabiliza o açúcar no sangue
Protege contra doenças do fígado
Abacate:
Combate a diabetes
Baixa o colesterol
Previne as tromboses AVC
Controla pressão arterial
Suaviza a pele
Banana:
Protege o seu coração
Atenua a tosse
Fortalece os ossos
Controla a pressão arterial
Bloqueia a diarreia
Feijão:
Evita constipações
Atenua a hemorroida
Baixa o colesterol
Previne o câncer
Estabiliza o açúcar no sangue
Beterraba:
Controla a pressão arterial
Previne o câncer
Fortalece os ossos
Protege o seu coração
Ajuda a perder peso
Brócolis:
Fortalece os Ossos
Protege a Visão
Previne o câncer
Protege o seu coração
Controla a pressão arterial
Couve:
Previne o câncer
Evita a prisão ventre
Ajuda a perder peso
Protege o seu coração
Atenua a hemorroida
Melão:
Protege a Visão
Controla a pressão arterial
Baixa o colesterol
Previne o câncer
Fortalece o sistema imunológico
Cenoura:
Protege a Visão
Protege o seu coração
Evita a prisão de ventre
Previne o câncer
Ajuda a perder peso
Couve-Flor:
Previne o câncer da Próstata
Previne o câncer da Mama
Fortalece os ossos
Elimina escoreações
Previne a doença do coração
Cereja:
Protege o seu Coração
Previne o câncer
Acaba com as insônias
Tarda o envelhecimento
Protege contra a doença de Alzheimer
Castanha:
Ajuda a perder peso
Protege o seu coração
Baixa o colesterol
Previne o câncer
Controla a pressão arterial
Pimentão picante:
Ajuda na digestão
Suaviza as dores da garganta
Remove abcessos
Previne o câncer
Fortalece o sistema imunológico
Figo:
Ajuda a perder peso
Previne as tromboses AVC
Baixa o colesterol
Previne o câncer
Controla a pressão arterial
Peixe:
Protege o seu coração
Estimula a memória
Protege o seu coração
Previne o câncer
Fortalece o sistema imunológico
Alho:
Baixa o colesterol
Controla a pressão arterial
Previne o câncer
Mata bactérias
Combate Fungos
Uva:
Protege a Visão
Previne pedra nos rins
Previne o câncer
Aumenta o fluxo de sangue
Protege o seu coração
Chá Verde:
Previne o câncer
Protege o seu coração
Previne as tromboses AVC
Ajuda a perder peso
Mata bactérias
Mel:
Cura Feridas
Ajuda a digestão
Previne contra Úlceras
Aumenta a energia
Combate alergias
Limão:
Previne o câncer
Protege o seu coração
Controla a pressão arterial
Suaviza a pele
Elimina o escorbuto
Lima:
Previne o câncer
Protege o seu coração
Controla a pressão arterial
Suaviza a pele
Elimina o escorbuto
Manga:
Previne o câncer
Estimula a memória
Regula a tireoíde
Ajuda na digestão
Protege contra a doença de Alzheimer
Cogumelo:
Controla a pressão arterial
Baixa o colesterol
Mata bactérias
Previne o câncer
Fortalece os ossos
Aveia:
Baixa o colesterol
Previne o câncer
Combate a diabetes
Evita constipação
Suaviza a pele
Azeite doce:
Protege o seu coração
Ajuda a perder peso
Previne o câncer
Combate a diabetes
Suaviza a pele
Cebola:
Reduz risco de ataque cardíaco
Previne o câncer
Mata bactérias
Baixa o colesterol
Combate Fungos
Laranja:
Fortalece o sistema imunológico
Previne o câncer
Protege o seu coração
Favorece a respiração
Elimina o escorbuto
Pera:
Evita a Constipação
Previne o câncer
Previne as tromboses AVC
Ajuda a digestão
Ananás
Fortalece os ossos
Alivia a febre
Ajuda a disgestão
Bloqueia a diarreia
Ameixa
Tarda o envelhecimento
Evita Constipação
Estimula a memória
Baixa o colesterol
Protege contra doença do coração
Arroz
Protege o seu coração
Combate a diabetes
Previne pedra nos rins
Previne o câncer
Previne as tromboses AVC
Morango
Previne o câncer
Protege o seu coração
Estimula a memória
Acalma o stress
Batata doce
Protege a sua Visão
Levanta a disposição
Combate o câncer
Fortalece os ossos
Tomate
Previne o câncer na próstata
Previne o câncer
Baixa o colesterol
Protege o seu Coração
Noz
Baixa o colesterol
Previne o câncer
Estimula a memória
Melhora a disposição
Protege contra doenças do coração
Água
Ajuda a perder peso
Previne o câncer
Previne pedra nos rins
Suaviza a pele
Melancia
Previne o câncer na próstata
Promove a perda de peso
Baixa o colesterol
Este é um cantinho onde podemos trocar experiências, ideias de artesanato, projetos escolares, receitas culinárias, pensamentos, etc. Entre e fique à vontade. Baci per te
SUGESTÃO PARA ESTUDO EM HTTP
Revista Nova escola – maio 2001
Catedrático da Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade de Lisboa e presidente da Associação Internacional de História da Educação, ele garante que o melhor lugar para aprender a lecionar melhor é a própria escola. "A produção de práticas educativas eficazes só surge de uma reflexão da experiência pessoal partilhada entre os colegas", diz ele. Nesta entrevista, concedida por e-mail da capital portuguesa, Nóvoa afirma ainda que a bagagem teórica terá pouca utilidade, se você não fizer uma reflexão global sobre sua vida. Como aluno e como profissional.
NOVA ESCOLA> A formação dos professores é apontada por muita gente como uma das principais responsáveis pelos problemas da educação. O senhor concorda com isso? Antonio Nóvoa< Embora tenha havido uma verdadeira revolução nesse campo nos últimos vinte anos, a formação ainda deixa muito a desejar. Existe uma certa incapacidade para colocar em prática concepções e modelos inovadores. As instituições ficam fechadas em si mesmas, ora por um academicismo excessivo ora por um empirismo tradicional. Ambos os desvios são criticáveis.
NE> o difícil acesso às novidades é um dos empecilhos para incorporá-las à dinâmica da sala de aula? Ou as práticas de ensino mudam numa velocidade impossível de acompanhar?
Nóvoa< o equilíbrio entre inovação e tradição é difícil. A mudança na maneira de ensinar tem de ser feita com consistência e baseada em práticas de várias gerações. Digo que nesta área nada se inventa, tudo se recria. O resgate das experiências pessoais e coletivas é a única forma de evitar a tentação das modas pedagógicas. Ao mesmo tempo, é preciso combater a mera reprodução de práticas de ensino, sem espírito crítico ou esforço de mudança. É preciso estar aberto às novidades e procurar diferentes métodos de trabalho, mas sempre partindo de uma análise individual e coletiva das práticas.
NE> Como definir um bom programa de educação continuada?
Nóvoa< O aprender contínuo é essencial em nossa profissão. Ele deve se concentrar em dois pilares: a própria pessoa do professor, como agente, e a escola, como lugar de crescimento profissional permanente. Sem perder de vista que estamos passando de uma lógica que separava os diferentes tempos de formação, privilegiando claramente a inicial, para outra que percebe esse desenvolvimento como um processo. Aliás, é assim que deve ser mesmo. A formação é um ciclo que abrange a experiência do docente como aluno (educação de base), como aluno-mestre (graduação), como estagiário (práticas de supervisão), como iniciante (nos primeiros anos da profissão) e como titular (formação continuada). Esses momentos só serão formadores se forem objeto de um esforço de reflexão permanente.
NE> Todas as fases têm a mesma importância para o educador?
Nóvoa< Se tivesse de escolher a mais decisiva, ficaria com a dos anos iniciais da profissão. Infelizmente, não se dá a devida atenção a esse período. É ele que define, positiva ou negativamente, grande parte da carreira. Para mim é inaceitável que uma pessoa que acabou de se formar fique encarregada das piores turmas, muitas vezes sem apoio nem acompanhamento. Quem está começando precisa, mais do que ninguém, de suporte metodológico, científico e profissional.
NE> Ou seja, apenas ler sobre as novas teorias pedagógicas não é suficiente para se manter atualizado?
Nóvoa< Há alguns anos surgiu o conceito de profissional reflexivo como uma forma de valorizar os saberes experimentais. Ele teve mais influência na pesquisa educacional do que nas atividades concretas de formação, mas foi importante na reorganização das práticas de ensino e dos modelos de supervisão dos estágios. No entanto, sempre me recordo das palavras do educador americano John Dewey: "Quando se diz que um professor tem dez anos de experiência, será que tem mesmo? Ou tem um ano de experiência repetido dez vezes?" Só uma reflexão sistemática e continuada é capaz de promover a dimensão formadora da prática.
NE> Quais critérios o professor deve considerar ao buscar formas de se atualizar?
Nóvoa< Como eu já disse, há dois pólos essenciais: o professor como agente e a escola como organização. A preocupação com a pessoa do professor é central na reflexão educacional e pedagógica. Sabemos que a formação depende do trabalho de cada um. Sabemos também que mais importante do que formar é formar-se; que todo o conhecimento é autoconhecimento e que toda a formação é autoformação. Por isso, a prática pedagógica inclui o indivíduo, com suas singularidades e afetos.
NE> E a escola?
Nóvoa< Ela precisa mudar institucionalmente. O desenvolvimento pessoal e profissional depende muito do contexto em que exercemos nossa atividade. Todo professor deve ver a escola não somente como o lugar onde ele ensina, mas onde aprende. A atualização e a produção de novas práticas de ensino só surgem de uma reflexão partilhada entre os colegas. Essa reflexão tem lugar na escola e nasce do esforço de encontrar respostas para problemas educativos. Tudo isso sem cair em meras afirmações retóricas. Nada vai acontecer se as condições materiais, salariais e de infra-estrutura não estiverem devidamente asseguradas. O debate sobre a formação é indissociável das políticas de melhoria das escolas e de definição de uma carreira docente digna e prestigiada.
NE> De que forma o governo (no caso da rede pública) e a própria escola (no caso da particular) podem agir para melhorar a formação dos professores?
Nóvoa< Eles devem criar as condições básicas, com infra-estrutura e incentivos à carreira. Só o profissional, no entanto, pode ser responsável por sua formação. Não acredito nos grandes planos das estruturas oficiais. Esse é um processo pessoal incompatível com planos gerais centralizadores. É no espaço concreto de cada escola, em torno de problemas pedagógicos ou educativos reais, que se desenvolve a verdadeira formação. Universidades e especialistas externos são importantes no plano teórico e metodológico. Mas todo esse conhecimento só terá eficácia se o professor conseguir inseri-lo em sua dinâmica pessoal e articulá-lo com seu processo de desenvolvimento. Não quero tirar a responsabilidade do governo, mas sua intervenção deve se resumir a garantir meios e condições.
NE> Qual é a maneira mais eficiente de aprender a ensinar? Voltando a ser aluno? Observando? Praticando?
Nóvoa< Tudo isso é importante, mas novas práticas de ensino só nascem com a recusa do individualismo. Historicamente, os docentes desenvolveram identidades isoladas. Falta uma dimensão de grupo, que rejeite o corporativismo e afirme a existência de um coletivo profissional. Refiro-me à participação nos planos de regulação do trabalho escolar, de pesquisa, de avaliação conjunta e de formação continuada, para permitir a partilha de tarefas e de responsabilidades. As equipes de trabalho são fundamentais para estimular o debate e a reflexão. É preciso ainda participar de movimentos pedagógicos que reúnam profissionais de origens diversas em torno de um mesmo programa de renovação do ensino.
NE> Saber trabalhar em grupo, então, é mais uma competência que o professor deve ter? Nóvoa< Sim. São as equipes de trabalho que vão consolidar sistemas de ação coletiva no seio do professorado. Não se trata de adesões ou ações individuais, mas da construção de culturas de cooperação. O esforço de pensar a profissão em grupo implica a existência de espaços de partilha além das fronteiras escolares. Trata-se da participação em movimentos pedagógicos, da presença em dinâmicas mais amplas de reflexão e da intervenção no sistema de ensino. No passado, esses movimentos tiveram um papel insubstituível na afirmação social da classe. Hoje, são decisivos para a renovação.
NE> Uma das recomendações da educação moderna é o trabalho interdisciplinar, por projetos. Como adquirir prática nessa maneira de ensinar?
Nóvoa< O próprio trabalho em equipes pedagógicas pode ser um começo. Se insistirmos na produção de um saber profissional, emergente da prática e de uma reflexão sobre ela, teremos naturalmente uma produção conjunta. Para isso, a escola tem de organizar momentos interdisciplinares de trabalho que não caiam no vazio curricular, mas que promovam uma integração dos conteúdos de várias matérias.
NE> Existe algum método na educação continuada que alie todos esses aspectos que o senhor preconiza?
Nóvoa< Sim, vários programas integram essas preocupações de forma útil e criativa: seminários de observação mútua, espaços de prática reflexiva, laboratórios de análise coletiva das práticas e os dispositivos de supervisão dialógica, em que os supervisores são parceiros e interlocutores. Para além dos aspectos teóricos ou metodológicos, essas estratégias sublinham o conceito de deliberação, que por sua vez exige um espaço público de discussão. Nele, as práticas e as opiniões singulares adquirem visibilidade e são submetidas à opinião dos outros. Ao fazer isso, chama-se a atenção para o conjunto de decisões que os professores tomam a cada instante, no plano técnico e moral. Em outras palavras, a articulação entre teoria e prática só funciona se não houver divisão de tarefas e todos se sentirem responsáveis por facilitar a relação entre as aprendizagens teóricas e as vivências e observações práticas.
NE> Paulo Freire escreveu que a formação é um fazer permanente que se refaz constantemente na ação. "Para se ser, tem que se estar sendo", disse ele. O que o senhor acha dessa afirmação? Nóvoa< A formação é algo que pertence ao próprio sujeito e se inscreve num processo de ser (nossas vidas e experiências, nosso passado etc) e num processo de ir sendo (nossos projetos, nossa idéia de futuro). Paulo Freire explica-nos que ela nunca se dá por mera acumulação. É uma conquista feita com muitas ajudas: dos mestres, dos livros, das aulas, dos computadores. Mas depende sempre de um trabalho pessoal. Ninguém forma ninguém. Cada um forma-se a si próprio.
NE> O estágio deve favorecer a mistura de prática com reflexão?
Nóvoa< Sem dúvida. O potencial formador de cada um depende das ponderações feitas com os colegas, com quem está sendo observado e com o supervisor. Sem isso, a observação transforma-se em exercício mecânico, sem interesse. É essencial estudar os processos de organização do trabalho escolar, da gestão das turmas e da sala de aula, bem como as formas de utilização dos métodos de ensino e a capacidade de resposta às situações inesperadas. As competências para realizar essa análise são individuais e coletivas. A pertinência do estágio reside na compreensão da contribuição específica dos professores e na identificação da cultura profissional docente.
NE> Como aproveitar melhor a prática de supervisão?
Nóvoa< É essencial estimular a produção escrita e divulgá-la. Só a publicação revela o prestígio social da profissão e a formalização de um saber profissional docente. Sempre me espantei com o fato de haver tantos textos teóricos e metodológicos sobre ensino e Pedagogia e tão poucos descrevendo práticas concretas. Se queremos renovar a profissão e as estratégias de formação temos de dar visibilidade às práticas. Isso começa no período de estágio e continua por toda a vida.
NE> Qual é, na sua opinião, o perfil ideal do professor do século XXI?
Nóvoa< Não gosto de fazer futurologia. Acho esse terreno repleto de armadilhas e banalidades. A paixão pelo futuro freqüentemente significa déficit do presente. Por isso, falo de apenas um aspecto: neste século, devido à complexidade do fenômeno educativo, à diversidade das crianças que estudam e aos dilemas morais e culturais que seremos chamados a enfrentar, teremos de repensar o horizonte ético da profissão. Acredito que os próximos anos serão marcados pela instabilidade e pela incerteza. A atitude ética não depende só de cada um de nós, mas da possibilidade de uma partilha efetiva com os colegas. Precisamos reconhecer, com humildade, que há muitos dilemas para os quais as respostas do passado já não servem e as do presente ainda não existem. Para mim, ser professor no século XXI é reinventar um sentido para a escola, tanto do ponto de vista ético quanto cultural.
Quer saber mais?
Profissão Professor, Antonio Nóvoa, 192 págs., Porto Editora (Porto, Portugal).
Vidas de Professores, Antonio Nóvoa, 216 págs, Porto Editora.
Catedrático da Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade de Lisboa e presidente da Associação Internacional de História da Educação, ele garante que o melhor lugar para aprender a lecionar melhor é a própria escola. "A produção de práticas educativas eficazes só surge de uma reflexão da experiência pessoal partilhada entre os colegas", diz ele. Nesta entrevista, concedida por e-mail da capital portuguesa, Nóvoa afirma ainda que a bagagem teórica terá pouca utilidade, se você não fizer uma reflexão global sobre sua vida. Como aluno e como profissional.
NOVA ESCOLA> A formação dos professores é apontada por muita gente como uma das principais responsáveis pelos problemas da educação. O senhor concorda com isso? Antonio Nóvoa< Embora tenha havido uma verdadeira revolução nesse campo nos últimos vinte anos, a formação ainda deixa muito a desejar. Existe uma certa incapacidade para colocar em prática concepções e modelos inovadores. As instituições ficam fechadas em si mesmas, ora por um academicismo excessivo ora por um empirismo tradicional. Ambos os desvios são criticáveis.
NE> o difícil acesso às novidades é um dos empecilhos para incorporá-las à dinâmica da sala de aula? Ou as práticas de ensino mudam numa velocidade impossível de acompanhar?
Nóvoa< o equilíbrio entre inovação e tradição é difícil. A mudança na maneira de ensinar tem de ser feita com consistência e baseada em práticas de várias gerações. Digo que nesta área nada se inventa, tudo se recria. O resgate das experiências pessoais e coletivas é a única forma de evitar a tentação das modas pedagógicas. Ao mesmo tempo, é preciso combater a mera reprodução de práticas de ensino, sem espírito crítico ou esforço de mudança. É preciso estar aberto às novidades e procurar diferentes métodos de trabalho, mas sempre partindo de uma análise individual e coletiva das práticas.
NE> Como definir um bom programa de educação continuada?
Nóvoa< O aprender contínuo é essencial em nossa profissão. Ele deve se concentrar em dois pilares: a própria pessoa do professor, como agente, e a escola, como lugar de crescimento profissional permanente. Sem perder de vista que estamos passando de uma lógica que separava os diferentes tempos de formação, privilegiando claramente a inicial, para outra que percebe esse desenvolvimento como um processo. Aliás, é assim que deve ser mesmo. A formação é um ciclo que abrange a experiência do docente como aluno (educação de base), como aluno-mestre (graduação), como estagiário (práticas de supervisão), como iniciante (nos primeiros anos da profissão) e como titular (formação continuada). Esses momentos só serão formadores se forem objeto de um esforço de reflexão permanente.
NE> Todas as fases têm a mesma importância para o educador?
Nóvoa< Se tivesse de escolher a mais decisiva, ficaria com a dos anos iniciais da profissão. Infelizmente, não se dá a devida atenção a esse período. É ele que define, positiva ou negativamente, grande parte da carreira. Para mim é inaceitável que uma pessoa que acabou de se formar fique encarregada das piores turmas, muitas vezes sem apoio nem acompanhamento. Quem está começando precisa, mais do que ninguém, de suporte metodológico, científico e profissional.
NE> Ou seja, apenas ler sobre as novas teorias pedagógicas não é suficiente para se manter atualizado?
Nóvoa< Há alguns anos surgiu o conceito de profissional reflexivo como uma forma de valorizar os saberes experimentais. Ele teve mais influência na pesquisa educacional do que nas atividades concretas de formação, mas foi importante na reorganização das práticas de ensino e dos modelos de supervisão dos estágios. No entanto, sempre me recordo das palavras do educador americano John Dewey: "Quando se diz que um professor tem dez anos de experiência, será que tem mesmo? Ou tem um ano de experiência repetido dez vezes?" Só uma reflexão sistemática e continuada é capaz de promover a dimensão formadora da prática.
NE> Quais critérios o professor deve considerar ao buscar formas de se atualizar?
Nóvoa< Como eu já disse, há dois pólos essenciais: o professor como agente e a escola como organização. A preocupação com a pessoa do professor é central na reflexão educacional e pedagógica. Sabemos que a formação depende do trabalho de cada um. Sabemos também que mais importante do que formar é formar-se; que todo o conhecimento é autoconhecimento e que toda a formação é autoformação. Por isso, a prática pedagógica inclui o indivíduo, com suas singularidades e afetos.
NE> E a escola?
Nóvoa< Ela precisa mudar institucionalmente. O desenvolvimento pessoal e profissional depende muito do contexto em que exercemos nossa atividade. Todo professor deve ver a escola não somente como o lugar onde ele ensina, mas onde aprende. A atualização e a produção de novas práticas de ensino só surgem de uma reflexão partilhada entre os colegas. Essa reflexão tem lugar na escola e nasce do esforço de encontrar respostas para problemas educativos. Tudo isso sem cair em meras afirmações retóricas. Nada vai acontecer se as condições materiais, salariais e de infra-estrutura não estiverem devidamente asseguradas. O debate sobre a formação é indissociável das políticas de melhoria das escolas e de definição de uma carreira docente digna e prestigiada.
NE> De que forma o governo (no caso da rede pública) e a própria escola (no caso da particular) podem agir para melhorar a formação dos professores?
Nóvoa< Eles devem criar as condições básicas, com infra-estrutura e incentivos à carreira. Só o profissional, no entanto, pode ser responsável por sua formação. Não acredito nos grandes planos das estruturas oficiais. Esse é um processo pessoal incompatível com planos gerais centralizadores. É no espaço concreto de cada escola, em torno de problemas pedagógicos ou educativos reais, que se desenvolve a verdadeira formação. Universidades e especialistas externos são importantes no plano teórico e metodológico. Mas todo esse conhecimento só terá eficácia se o professor conseguir inseri-lo em sua dinâmica pessoal e articulá-lo com seu processo de desenvolvimento. Não quero tirar a responsabilidade do governo, mas sua intervenção deve se resumir a garantir meios e condições.
NE> Qual é a maneira mais eficiente de aprender a ensinar? Voltando a ser aluno? Observando? Praticando?
Nóvoa< Tudo isso é importante, mas novas práticas de ensino só nascem com a recusa do individualismo. Historicamente, os docentes desenvolveram identidades isoladas. Falta uma dimensão de grupo, que rejeite o corporativismo e afirme a existência de um coletivo profissional. Refiro-me à participação nos planos de regulação do trabalho escolar, de pesquisa, de avaliação conjunta e de formação continuada, para permitir a partilha de tarefas e de responsabilidades. As equipes de trabalho são fundamentais para estimular o debate e a reflexão. É preciso ainda participar de movimentos pedagógicos que reúnam profissionais de origens diversas em torno de um mesmo programa de renovação do ensino.
NE> Saber trabalhar em grupo, então, é mais uma competência que o professor deve ter? Nóvoa< Sim. São as equipes de trabalho que vão consolidar sistemas de ação coletiva no seio do professorado. Não se trata de adesões ou ações individuais, mas da construção de culturas de cooperação. O esforço de pensar a profissão em grupo implica a existência de espaços de partilha além das fronteiras escolares. Trata-se da participação em movimentos pedagógicos, da presença em dinâmicas mais amplas de reflexão e da intervenção no sistema de ensino. No passado, esses movimentos tiveram um papel insubstituível na afirmação social da classe. Hoje, são decisivos para a renovação.
NE> Uma das recomendações da educação moderna é o trabalho interdisciplinar, por projetos. Como adquirir prática nessa maneira de ensinar?
Nóvoa< O próprio trabalho em equipes pedagógicas pode ser um começo. Se insistirmos na produção de um saber profissional, emergente da prática e de uma reflexão sobre ela, teremos naturalmente uma produção conjunta. Para isso, a escola tem de organizar momentos interdisciplinares de trabalho que não caiam no vazio curricular, mas que promovam uma integração dos conteúdos de várias matérias.
NE> Existe algum método na educação continuada que alie todos esses aspectos que o senhor preconiza?
Nóvoa< Sim, vários programas integram essas preocupações de forma útil e criativa: seminários de observação mútua, espaços de prática reflexiva, laboratórios de análise coletiva das práticas e os dispositivos de supervisão dialógica, em que os supervisores são parceiros e interlocutores. Para além dos aspectos teóricos ou metodológicos, essas estratégias sublinham o conceito de deliberação, que por sua vez exige um espaço público de discussão. Nele, as práticas e as opiniões singulares adquirem visibilidade e são submetidas à opinião dos outros. Ao fazer isso, chama-se a atenção para o conjunto de decisões que os professores tomam a cada instante, no plano técnico e moral. Em outras palavras, a articulação entre teoria e prática só funciona se não houver divisão de tarefas e todos se sentirem responsáveis por facilitar a relação entre as aprendizagens teóricas e as vivências e observações práticas.
NE> Paulo Freire escreveu que a formação é um fazer permanente que se refaz constantemente na ação. "Para se ser, tem que se estar sendo", disse ele. O que o senhor acha dessa afirmação? Nóvoa< A formação é algo que pertence ao próprio sujeito e se inscreve num processo de ser (nossas vidas e experiências, nosso passado etc) e num processo de ir sendo (nossos projetos, nossa idéia de futuro). Paulo Freire explica-nos que ela nunca se dá por mera acumulação. É uma conquista feita com muitas ajudas: dos mestres, dos livros, das aulas, dos computadores. Mas depende sempre de um trabalho pessoal. Ninguém forma ninguém. Cada um forma-se a si próprio.
NE> O estágio deve favorecer a mistura de prática com reflexão?
Nóvoa< Sem dúvida. O potencial formador de cada um depende das ponderações feitas com os colegas, com quem está sendo observado e com o supervisor. Sem isso, a observação transforma-se em exercício mecânico, sem interesse. É essencial estudar os processos de organização do trabalho escolar, da gestão das turmas e da sala de aula, bem como as formas de utilização dos métodos de ensino e a capacidade de resposta às situações inesperadas. As competências para realizar essa análise são individuais e coletivas. A pertinência do estágio reside na compreensão da contribuição específica dos professores e na identificação da cultura profissional docente.
NE> Como aproveitar melhor a prática de supervisão?
Nóvoa< É essencial estimular a produção escrita e divulgá-la. Só a publicação revela o prestígio social da profissão e a formalização de um saber profissional docente. Sempre me espantei com o fato de haver tantos textos teóricos e metodológicos sobre ensino e Pedagogia e tão poucos descrevendo práticas concretas. Se queremos renovar a profissão e as estratégias de formação temos de dar visibilidade às práticas. Isso começa no período de estágio e continua por toda a vida.
NE> Qual é, na sua opinião, o perfil ideal do professor do século XXI?
Nóvoa< Não gosto de fazer futurologia. Acho esse terreno repleto de armadilhas e banalidades. A paixão pelo futuro freqüentemente significa déficit do presente. Por isso, falo de apenas um aspecto: neste século, devido à complexidade do fenômeno educativo, à diversidade das crianças que estudam e aos dilemas morais e culturais que seremos chamados a enfrentar, teremos de repensar o horizonte ético da profissão. Acredito que os próximos anos serão marcados pela instabilidade e pela incerteza. A atitude ética não depende só de cada um de nós, mas da possibilidade de uma partilha efetiva com os colegas. Precisamos reconhecer, com humildade, que há muitos dilemas para os quais as respostas do passado já não servem e as do presente ainda não existem. Para mim, ser professor no século XXI é reinventar um sentido para a escola, tanto do ponto de vista ético quanto cultural.
Quer saber mais?
Profissão Professor, Antonio Nóvoa, 192 págs., Porto Editora (Porto, Portugal).
Vidas de Professores, Antonio Nóvoa, 216 págs, Porto Editora.
PAGINAÇÃO DO TCC
Todas as folhas do trabalho, a partir da folha de rosto, devem ser contadas seqüencialmente, mas não numeradas. A numeração é colocada a partir da primeira folha da parte textual (introdução). Os números devem se localizar no canto superior direito da folha, o último algarismo deve estar sempre a 2 cm de distância da borda da folha.
Se o trabalho constituir mais de um volume, a seqüência de numeração deve se manter, do primeiro ao último volume. Segundo a ABNT NBR 14724 (2005, p. 8), se constarem apêndice e anexo, as folhas devem ser numeradas de maneira contínua.
Se o trabalho constituir mais de um volume, a seqüência de numeração deve se manter, do primeiro ao último volume. Segundo a ABNT NBR 14724 (2005, p. 8), se constarem apêndice e anexo, as folhas devem ser numeradas de maneira contínua.
Como inserir numeração apenas nas páginas desejadas
O MS-Word possibilita colocar numeração automática nas páginas do arquivo.
Para isso, basta clicar em Inserir/Número de páginas e executar a configuração desejada.
No entanto, com este recurso, a numeração será feita em todas as páginas do documento.
Em alguns casos, pode ser que você queira que a numeração apareça em determinadas páginas e em outras não. Por exemplo, a capa e a ficha catalográfica não são contadas e nem numeradas.
Os elementos pré textuais são apenas contados, mas não são numerados. O exemplo a seguir possibilita a paginação apenas a partir da introdução.
Existe um recurso no Word chamado "Quebra de seção". Ele torna possível dividir o documento em partes, tal como se existisse mais de um arquivo dentro do mesmo documento. É através da Quebra de seção que é possível colocar numeração em determinadas páginas e em outras não.
Abra um arquivo do Word existente em seu computador (ser for um arquivo importante, faça uma cópia e a utilize).
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Clique no final de qualquer página, após o último caractere. Em seguida, clique no menu Inserir / Quebra e em Tipos de quebra de seção escolha Próxima página.
Para ver a quebra, é necessário ir a Exibir e escolher Normal.
Para ver a quebra na visualização Layout de Impressão clique no ícone Mostrar/Ocultar que mostra os espaços entre caracteres, parágrafos e as quebras.
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Tanto o campo do cabeçalho quanto o do rodapé poderão ser alternados clicando no botão Alternar entre cabeçalho e rodapé .
Na caixa que aparecer, seja no cabeçalho, seja no rodapé, desmarque o botão "Mesmo que a seção anterior" ou "Vincular ao anterior", pois ele copia ou seqüência o que estiver no cabeçalho/rodapé anterior.
No caso da Monografia o autor deve colocar numeração no cabeçalho. Clique no botão Inserir número da página.
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Em seguida, clique em Formatar números de página para selecionar o número da página que irá iniciar a Introdução e clique em Fechar.
Repare agora que na seção anterior (elementos pré textuais), as páginas não receberam numeração.
NOTAS DE RODAPÉ
As notas de rodapé devem ser digitadas dentro das margens, sendo separadas
do texto por um traço simples. Além das notas de rodapé, as citações com mais de três
linhas, paginação e legendas das ilustrações e das tabelas devem ser digitadas em
tamanho menor (fonte 10) e espaço simples (ABNT NBR 14724, 2005, p. 8).
do texto por um traço simples. Além das notas de rodapé, as citações com mais de três
linhas, paginação e legendas das ilustrações e das tabelas devem ser digitadas em
tamanho menor (fonte 10) e espaço simples (ABNT NBR 14724, 2005, p. 8).
O QUE É GLOSSÁRIO
O glossário é elaborado em ordem alfabética e sua utilização é opcional (ABNT
NBR 14724, 2005, p.7). É recomendada quando se tratar de um número significativo de
palavras de significação sofisticada, termos técnicos de uso restrito ou de sentido
obscuro, caso contrário, sugere-se a indicação em notas de rodapé.
NBR 14724, 2005, p.7). É recomendada quando se tratar de um número significativo de
palavras de significação sofisticada, termos técnicos de uso restrito ou de sentido
obscuro, caso contrário, sugere-se a indicação em notas de rodapé.
O QUE É O APÊNDICE
Apêndice
Texto ou documento elaborado pelo autor, a fim de complementar sua
argumentação.
Os apêndices são identificados por letras maiúsculas consecutivas, travessão e
pelos respectivos títulos. Excepcionalmente utilizam-se letras maiúsculas repetidas, na
identificação dos apêndices, quando esgotadas as 23 letras do alfabeto (ABNT NBR
14724, 2005, p. 7).
Exemplos
- APÊNDICE A – Avaliação numérica de células inflamatórias totais aos quatro dias
de evolução
-APÊNDICE B – Avaliação de células musculares presentes nas caudas em
regeneração
Texto ou documento elaborado pelo autor, a fim de complementar sua
argumentação.
Os apêndices são identificados por letras maiúsculas consecutivas, travessão e
pelos respectivos títulos. Excepcionalmente utilizam-se letras maiúsculas repetidas, na
identificação dos apêndices, quando esgotadas as 23 letras do alfabeto (ABNT NBR
14724, 2005, p. 7).
Exemplos
- APÊNDICE A – Avaliação numérica de células inflamatórias totais aos quatro dias
de evolução
-APÊNDICE B – Avaliação de células musculares presentes nas caudas em
regeneração
O QUE É O INDICE
Índice é a enumeração detalhada dos assuntos, nomes de pessoas, nomes geográficos, acontecimentos, etc., com a indicação de sua localização no texto e deve ser elaborado de acordo com as normas da ABNT NBR 6034 (2003).
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